O que você define como arte?
O que separa os grandes nomes do impressionismo com os ilustradores e cartunistas de hoje?
Uns argumentariam sobre a complexidade técnica, outros citariam os artistas que foram contra as tendências da época e só foram reconhecidos depois de morrer. Mas isso diminui as outras manifestações das artes plásticas?
Hoje li algo que me rendeu um momento epifânico nessa quinta-feira pré feriado. Esse tal de Daizi Yamamoto veio do Japão ao Brasil com 16 anos, e desenhava o que via para enviar à sua mãe que ficou em sua terra natal. Sua mãe guardou todos estes desenhos, e décadas depois, no reencontro, ela entregou o caderno com todos os desenhos enviados pelo filho. Suas pinturas não revolucionaram as artes plásticas, e nem cabe aqui discutir o valor que estas obras teriam hoje. O que importa é que elas contam uma história, o que importa é a motivação de Yamamoto e o contexto em que ele se encontrava.
O depoimento do Hiro no mesmo post serve bem para contextualizar a situação em que as pinturas foram feitas, e a história da minha própria família também faz com que eu olhe essas obras com outros olhos.
Qualquer manifestação plástica, musical, teatral, é uma forma de passar uma mensagem, contar uma história. Ou seja, quando paro para observar/ouvir algo com atenção, quero ser tocado. Gosto quando me fazem sentir, pensar e produzir. Para mim, o valor da obra está na história que ela tem para contar. Não importa se é uma música, uma escultura, um quadro ou um quadrinho.
quinta-feira, 20 de março de 2008
História da arte
O ministério da saúde adverte...
"Blogar é bom para a vida social
Um estudo da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, Austrália, descobriu que pessoas que mantém diários virtuais, ou blogs, são mais equilibradas e possuem vidas sociais mais saudáveis e felizes.
A professora Susan Moore explicou que, em parte, os blogueiros potenciais são pessoas de posições menos integradas à sociedade."
Essa notícia eu vi faz um tempo, mas me pareceu uma maneira bem positiva de começar as postagens poraqui. Afinal, estou postando para manter a minha sanidade mental e satisfazer a carência afetiva não é mesmo?
Cada um tem seus motivos para abrir uma conta no twitter, começar um blog ou decidir que sua padaria precisa ter um site. E essas comunidades que a internet é capaz de criar com certeza ajudam o indivíduo a encontrar pessoas que compartilham interesses comuns. Ou seja, blogar faz tão bem quanto ir a um clube ou jogar gamão.
De qualquer jeito, não vou deixar que me façam pensar que escrevo porque preciso.
Sem contar essa péssima mania numerológica do jornalismo de hoje em dia. As universidades realizam pesquisas para começar a traças idéias, ter uma noção do plano geral e poder criar hipóteses e teorias. Ao contrário de muitos jornalistas, que observam as pesquisas para tirar conclusões e publicá-las como notícias. Sempre que vejo uma reportagem querendo provar uma idéia através de números, meu sentido aranha me diz para tomar cuidado.
Claro que pesquisas e estatísticas são extremamente necessárias, só precisamos saber olhar para elas com cautela.
E ainda podemos encontrar pesquisas como esta. Ela não é digna de uma tese de doutorado, mas com certeza é uma maneira divertida de se dizer alguma coisa.
terça-feira, 18 de março de 2008
Carta ao leitor
Está no ar mais um blog para somarem aos números daquelas estatísticas que tentam mostrar como o fenômeno blogueiro vai dominar o mundo. Acalmem-se, meus vorazes leitores, este blog não veio para mudar o mundo. O tocando a vida surgiu porque pensar alto sozinho beira à esquizofrenia. Simples assim.
Tocarei o blog de ouvido, escrevendo o que achar interessante compartilhar. Se gostarem, é só dar um sinal positivo, que assim vou moderando o improviso.